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Quem é o(a) gestor(a) de pessoas?

Atualizado: 24 de jan. de 2020


Ao contrário do que muitos pensam, a verdadeira e estratégica gestão de pessoas não é uma área ou um departamento tradicional da organização. É, sim, uma área de apoio, capacitada e pronta para dar o suporte necessário a todas as outras áreas e departamentos no que tange à condução do que a empresa tem de principal: seus recursos humanos, seu capital intelectual, suas pessoas.

Podemos dizer que a gestão estratégica de pessoas deve atuar como staff e consultoria interna, promovendo o desenvolvimento da organização por meio de suas pessoas.

Gestores inteligentes já compreenderam há bastante tempo que, sem a valorização das pessoas, os objetivos estratégicos da organização não são alcançados em plenitude.

Mas aí você pode me questionar: tantas organizações parecem alcançar a seus objetivos, parecem estar bem e tratam seus funcionários como coisas... Ok! Ótimo questionamento, mas... Vamos refletir... É sustentável? Isso vai permitir uma vida duradoura à empresa? E os custos com o turnover (rotatividade)? E o papel ético e de responsabilidade social da empresa?

Acrescenta-se à reflexão que, muitas vezes, as coisas parecem ir bem, mas apenas parecem. Isso sem contar o impacto que funcionários infelizes e doentes provocam na própria empresa e no ambiente onde vivem.

Hoje em dia, com tanta competitividade e inovação, nenhuma empresa está tranquila, nem mesmo as públicas. É necessário ter os olhos totalmente voltados para o futuro, fazer análise de cenário e trabalhar antecipadamente. Quem não faz isso corre o risco de desaparecer ao longo do tempo. Isso vale também para ações individuais, profissões, comunidades... É necessário reinventar-se constantemente.

Votando à gestão sustentável, o gestor de pessoas deve ser o líder imediato de cada área ou departamento. Isso porque é ele que está convivendo diariamente e de perto com seus liderados. É ele, portanto, que conhece seus subordinados, tem a oportunidade de identificar comportamentos, problemas, conflitos...

Assim, deve ter o conhecimento de algumas técnicas e comportamentos que permitam sua atuação assertiva para que a equipe desenvolva-se, trabalhe bem e motivada.

Lógico que o primeiro gestor de pessoas não precisa ser um especialista na área. Para isso, existe a área especifica de gestão de pessoas, para dar o suporte necessário e os encaminhamentos especializados. Mas esse primeiro gestor de pessoas deve ter as noções básicas para atuar quando necessário, seja para resolver as questões , seja para identificar suas complexidades e fazer os devidos encaminhamentos à área de gestão de pessoas da organização.

E o que significa ter esses conhecimentos básicos?

Em linhas gerais, o líder imediato deve ser ouvinte, observador, ter boa comunicação profissional, dominar as técnicas de feedback e de trabalho em equipe, incluindo delegação de atividades de forma profissional e a prática do ciclo de planejamento, execução, verificação e ajustes contínuos. É, em essência, ser um líder de verdade, desenvolvido e digno de ocupar um cargo superior.

É fácil? Não! É impossível? De jeito nenhum! É perfeitamente possível! Basta querer fazer a diferença nesse mundo onde há tantos iguais.

E como se faz isso? Buscando o autodesenvolvimento constante, por meio de capacitações, cursos, leituras, filmes, observação do ser humano e das situações. Por meio de atitudes éticas e pautadas na meritocracia e na impessoalidade como base de ações educativas para a construção de uma sociedade melhor. Por meio de consultas à área especialista em gestão de pessoas, conversando e encaminhando os casos mais complexos.

E isso depende de quem? Primeiramente, de cada líder, porque a motivação é intrínseca e deve ter como ponto de partida a consciência de que ocupar uma posição de liderança implica em responsabilidades para com o todo. Se não for assim, não passa de um poder vazio, que não serve para nada.

E o papel da organização? Sim, muito importante também. Aí entra a gestão estratégica de pessoas, que deve estar atenta ao desenvolvimento de seus líderes e colaboradores, promovendo capacitações assertivas e com base nas lacunas de competências observadas. Ao corpo de líderes, o desenvolvimento deve ser constante e acompanhado de perto. Para isso, existem técnicas e metodologias comprovadas.

Então, é fundamental que a área de gestão de pessoas também seja composta por profissionais capacitados, certificados e que tenham o conhecimento e a prática da abordagem moderna da gestão de pessoas. Assim, poderão realmente auxiliar os gestores de linha, ou seja, aqueles que estão espalhados por todos os setores da organização.

Quer saber mais sobre isso? Tenho palestras e cursos relacionados ao tema. Entre em contato para maiores informações.

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